A história da Abarth - Motores em Foco

A história da Abarth

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Quando pensamos em competição, é impossível não pensar na preparadora Italiana, a Abarth. Karl – Carlo Abarth, nascido em 1908, na cidade de Viena, a capital da Áustria, foi um piloto de motociclismo e fundador de nada mais, nada menos que a Abarth, que atualmente faz parte da divisão esportiva de Turim.

Inicio da Abarth

No ano de 1939, aos seus 29 anos de idade, um acidente trágico aconteceu durante uma corrida em Iugoslávia, fazendo com que o piloto ficasse por meses internado a fim de ter sua recuperação, e no fim de sua internação, fazendo com que sua carreira no motociclismo fosse encerrada.

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Porém, isso não o faria desistir de seu sonho dentro da pista, apesar do cenário atual que não se fazia propício, pois nesse mesmo ano em setembro, iniciava a Segunda Guerra Mundial.

Por conta disso, Karl se manteve na Iugoslávia durante o período de guerra, e começou a desenvolver alguns projetos de engenharia mecânica em uma oficina, foi aí que seus estudos sobre motores começaram a ir para o papel.

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Abarth

Já após o fim da Segunda Guerra, Abarth resolveu voltar para a Itália, e acabou se reencontrando com Anton Piëch, engenheiro, e genro de Ferdinand Porsche, esse contato fez com que Carlo se aproximasse da família Porsche e logo virasse representante Italiano do estúdio de design da montadora, nesse período Abarth se encarregou de melhorar seu ‘‘networking’’ e acabou se aproximando do piloto italiano, Tazio Nuvolari, que acabou o apresentando para Piero Dusio, que na época, além de piloto automobilístico, era presidente da Juventus-Cisitalia um clube de futebol.

Dusio, sabendo de seus feitos mecânicos, decide pedir a Abarth para desenvolver um novo tipo de monoposto que se baseasse no projeto de Ferdinand Porsche, o chamado Cisitália 360, esse modelo foi produzido com um prazo de 16 meses, pois Dusio investiu um alto valor, que também foi importante para tirar Porsche da prisão, ao ser acusado de colaborar com os movimentos nazistas, e tudo isso fez com que esse prazo fosse muito curto para desenvolver um automóvel dessa complexidade, que possuía um sistema de tração integral bastante complexo, 300 cv de potência e 12 cilindros.

Dificuldades

Por conta de todo acontecimento, Dusio teve bastante prejuízo financeiro, e no ano de 1949 Cistália acabou entrando em falência, e Dusio partiu em retirada para a Argentina, levando consigo o protótipo do monoposto e não pagando nem um centavo para Carlo Abarth.

Frustrado, mas não desanimado, Abarth, em março do mesmo ano resolveu fundar com Guido Scagliarini sua própria empresa, a Abarth & C, que tinha como o símbolo um escorpião estampado, além disso, nesse mesmo ano Carlo fundou seu próprio time para corridas, a Squadra Abarth, sua equipe recém formada possuía apenas dois carros que ainda não haviam sido finalizados e um monoposto D46, mas mesmo assim, com toda dificuldade do início, eles participaram da sexta edição da Mille Miglia, uma corrida automobilística de longa distância que acontecia na Itália.

Em sua primeira corrida pela Squadra Abarth, Scagliarini alcançou a quinta posição na corrida, fazendo com que Carlo se mobilizasse a partir da sua própria experiência com automóveis, a fim de bancar sua nova equipe, e criou uma linha completa de escapes esportivos para seus carros, esses novos motores possuem um tubo direto que produziam um fluxo de ar melhor e maior potência, em decorrência de suas passagens laterais de fibra de vidro, além disso, esses motores possuem um design completamente atraente, com as bordas do turbo cromadas e peças em preto fosco, fazendo com que conquistasse a todos.

Acessão

Toda essa inovação fez com que Carlo Abarth e sua companhia crescesse absurdamente, então no final de 1950, sua oficina já possuía cerca de 40 funcionários, e já tinha vendido quase 5 mil escapes, porém sua melhor época se deu somente no ano de 1958, ano esse em que a Fiat lançou seu novo modelo, o 500, um carro urbano, fazendo com que Abarth visse grande potencial, dessa forma ele pegou um desse modelo e deu seu toque especial, adicionando no modelo um motor com uma taxa de compressão 479 cm³ e instalou um carburador Weber com 26 IMG, além disso instalou um de seus kits completos de escape, todo esse empenho, trouxe como resultado a versão melhorada do Fiat 500, o Abarth 595, com 26 cv de potência.

Já no anos 60, sua empresa alcançou um grande sucesso, competindo diretamente com o Porsche 904 e a Ferrari Dino, e a Abarth se tornou rapidamente um grande símbolo de grande desempenho, força e potência, fazendo parte da vida cotidiana dos italianos. Além disso, com tantas vitórias, a reputação da marca acaba crescendo.

Nas Pistas

E então no ano de 1973, até o ano de 1980, a Fiat + Abarth se tornam imbatíveis nas pistas de corrida em sua divisão de rali, mas infelizmente nesse período, no ano de 1979 Carlo Abarth veio a falecer, mesmo assim, por anos a Abarth fez parte da história de veículos como Lancia, Fiat Strada entre outros.

20 anos depois, a Fiat lança novamente a marca Abarth, mas dentro da sua divisão esportiva, porém, ainda mantendo o mesmo emblema e lojas próprias, e atualmente, podemos ver sua história pelas ruas através do Punto, 500 e 500C.