Por toda sua vida: Fiat Marea - Motores em Foco

Por toda sua vida: Fiat Marea

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Em 1995 após o sucesso de vendas do Fiat Bravo e Fiat brava, modelos que foram substitutos do Fiat Tipo a Fiat decidiu promover um sucessor para o seu modelo de sucesso mundial o Fiat Tempra, surgindo assim, em abril de 1996 o Fiat Marea que além de ser um automóvel de porte médio e contava com um amplo espaço no bagageiro.

O carro prometia inovação, segurança e design, em suas duas versões mais comuns, a versão Sedan, conhecida como Fiat Marea Sedan e a versão perua chamada Marea weekend.

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Os modelos produzidos, contavam com os motores a gasolina e a diesel, sendo os motores 1.4, 1.6,1.75 e 2.0 à gasolina e 1.9 e 2.4 à diesel.

Além dessas duas versões, também foram produzidas algumas versões especiais, sendo uma delas a versão bipower contando com um motor 1.6 de 16 válvulas que podiam ser tanto à gasolina quanto gás natural, e a versão Marengo, uma versão furgão da perua que tinha portas e janelas normais, porém possuía apenas dois bancos, fazendo com que houvesse um vasto espaço para carga, essa versão contava com um motor 1.9 sendo esse o único motor disponível para essa versão.

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Fiat Marea no Brasil

No Brasil o Fiat Marea foi apresentado em maio de 1998 como o novo top de linha da Fiat, sendo este, produzido na fábrica de Betim em Minas Gerais. Aqui no Brasil o carro tinha a principal função de substituir o Fiat Tempra, pois esse pararia de ser produzido, no mesmo ano de lançamento do Fiat Marea. Inicialmente, somente a versão Sedan foi produzida no Brasil, contando com um motor de 2.0, 20v de 142cv e 18,1 kgfm torque. Um tempo depois, chegou ao Brasil as versões SX e a versão Turbo senda a versão turbo a gasolina produzida somente no Brasil.

Ponto forte

No período de fabricação, o Marea foi considerado um carro bem estruturado em questões de potência, passando na frente dos seus concorrentes Civic, Jetta e Corola, podendo chegar até 220 km/h. Em relação ao design, ele também não ficava para trás, pois seu modelo sedan era considerado extremamente elegante, discreto e com um excelente porta-malas, e o modelo perua tinha um design bem equilibrado, agradável e voltado para o uso familiar.

Fiat Marea

Ao passar do tempo, o modelo sofreu algumas alterações. No ano de 2000 a versão de entrada recebeu um motor 1.8, 16v de 127cv e 16,7kgfm torque que era o mesmo que equipava o Fiat Brava HGT, eles tinham os mesmos 127cv de antes, porém havia 16,7kgfm torque, porém,  no mesmo ano a fiat trouxe um motor maior com 2.4 20v dd 160cv e 21,1kgfm torque, sendo assim o modelo 2.0 foi deixado de lado, e parou de ser fabricado, deixando apenas as versões turbo 2.0 em processo de fabricação. Já em 2001 a versão HGT foi quem recebeu a novidade, ela contava com câmbio automático, que selou a parceria da FIAT com a GM, pois antes as versões do Fiar Marea eram apenas produzidas com câmbio manual de 5 marchas. Além disso, o modelo também sofreu um redesenho em sua traseira, contando com as lanternas presente no Lancia Lybra, ao invés de optarem por manter as antigas lanternas arredondadas. Essas mudanças vieram do anseio da Fiat em manter a competição com seus concorrentes Toyota Corola e Honda Civic que já começaram a se modernizar.

Os problemas

Além disso, o modelo sofria críticas constantes em relação ao alto valor das manutenções e aos frequentes problemas mecânicos, que obrigaram a fiat a diminuir cada vez mais o valor das versões de entrada para deixá-las manter o modelo nos padrões de compra. Mesmo tendo um ótimo espaço interno, um conjunto mecânico superior ao dos concorrentes da época e muita tecnologia, o Fiat Marea, foi infeliz ao trazer uma manutenção muito cara aos padrões brasileiros, isso se dava, pelo fato do motor fivetech  ser um motor bastante moderno e tecnológico, exigindo ferramentas e peças especiais, além de mão de obra especializada, fazendo com que muitos clientes buscassem mão de obra mais barata e inexperiente. Além disso, a Fiat falhou ao não considerar o clima tropical do Brasil, que exigia que o carro precisasse de uma manutenção constante, pois as altas temperaturas fazem com que o carro produza de forma constante borra de óleo, gerando problemas e fazendo com que posteriormente alguns carros viessem a fundir seus motores ou até mesmo pegarem fogo, surgindo assim a fama de “carro bomba”.

Divulgação Fiat

Fim da linha

A fiat tentou amenizar os problemas ao longo dos anos na produção do Marea, porém não foi o suficiente para o top de linha da marca, dessa forma, na Europa a produção do Marea foi encerrada em 2002 e no Brasil as versões ELX e HLX foram produzidas até 2007, restando apenas a versão SX que seria descontinuada logo em seguida, porém o Fiat marea não conseguiu cumprir sua função em substituir o sucesso do seu sucessor, o Fiat Tempra.