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A manutenção barata e a grande durabilidade sempre fora os pontos fortes desse motor, sua fama é tão grande que embora não esteja mais em produção ainda é um dos objetos de procura de preparadores e entusiastas, além disso, esses motores são muito famosos nas pistas de corrida, e se tornou uma peça obrigatória nos cursos de mecânica automotiva.
Inicio do motor AP
Quando imaginamos os motores mundialmente famosos da indústria automobilística, é impossível não falar do motor AP, motor esse que teve início na década de 70 e teve sua produção até o ano de 2013. Mas sua história é bem mais longa do que se imagina, principalmente quando pensamos que esse motor não se dá inicialmente na Volkswagen, mas sim nas pranchetas da Mercedes-Benz.
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Conhecido como motor AP, na realidade, dentro da Volkswagen ele é conhecido como projeto EA827, que é uma família de motores, embora poucas pessoas saibam existiu uma época em que a Mercedes-Benz foi dona da Audi, que detém a patente desse motor.
A história desse motor inicia pós Primeira Guerra Mundial, precisamente nos anos 30, devido à grande depressão que atingiu o mercado financeiro na Europa em 1929 quatro das principais montadoras alemãs uniram forças para manter as suas operações, devido a isto surge em 1932 a AutoUnion, representada pelas marcas Audi, DKW, Horch e Wanderer Automobile seu logo havia 4 argolas entrelaçadas representando as 4 empresas, logo essa utilizada pela Audi até hoje. (clique aqui para ler sobre a história da Audi)
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Essa união se tornou efetiva, pois permitiu que essas 4 empresas se mantivessem de pé durante todos os desafios que estavam por vir, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial que aconteceu em 1945.
Logo mais, em 1958 aconteceu algo que mudou a história dessas empresas, pois o principal acionista da Daimler-Benz, Friederich Flick, observou que Mercedes-Benz e a AutoUnion poderiam se complementar e dessa forma o mercado europeu pós, guerra demonstrou agrado pelo compacto e econômico DKW F101, porém esse veículo era movido por um motor de 3 cilindros e dois tempos da auto union
Desta forma por nada menos que 340 milhões de marcos alemães auto union e arrematada pela Daimler-Benz, com o passar do tempo o próximo lançamento da DKW foi o F102, no entanto, o projeto ainda insistia na utilização do motor original de 1,2l, 3 cilindros, 2 tempos e de aproximadamente 60cv.
A utilização desse motor não agradou a Daimler-Benz, pois a economia alemã já demonstrou sinais de reação, possibilitando a entrada de veículos mais sofisticados no mercado.
Concepção
Em 1962 a Deibler envia um time de engenheiros a AutoUnion, a fim de assumir o departamento de powertrain. Percebendo que era necessária uma solução rápida para o desempenho do F102, pois demorava 20s para alcançar os 100 km/h obtendo velocidade máxima de aproximadamente 130 km/h. Então um dos engenheiros Ludwing Kraus se lembrou de um trabalho encomendado a ele pela Daimler-Benz a alguns anos antes, esse trabalho tinha como objetivo produzir motores da Daimler para um projeto militar alemã da época, sendo esse projeto conhecido como M118, com o codinome México, se tratando de um motor de média pressão, pois sua taxa de compressão estava posicionada entre o ciclo otto e o ciclo diesel. O M118 resolveria o problema de baixa performance do F102, pois ele já era de 1,7l 4 cilindros, ciclo otto, refrigerado a água e tinha aproximadamente 70 cv.
No entanto, o compartimento do motor não facilita a instalação do novo motor, porém o time de engenheiros percebeu que caso o motor fosse inclinado para a direita, a instalação seria possível, no entanto, o radiador necessitaria ser removido da frente do motor é posicionado em ângulo do lado direito do cofre do motor, tendência essa que seria adotada pela Volkswagen durante muitos anos.
Desta forma preocupados com a crise financeira instalada a Daimler-Benz coloca a auto union a venda e a Volkswagen assume a compra da auto union em 1964. Após o término das adaptações do M118 no F102 eles batizaram o projeto com um novo nome, sendo esse F103 e desvincularam o carro da marca DKW, devido ao fracasso de vendas do F102, então a Volkswagen decidiu colocar as 4 argolas na grade frontal associando o carro com o novo motor, a marca Audi.
Em 1965 o Audi F103 tem vendas expressivas, o motor M118 se mostra competente, então o áudio F103 recebe um novo nome Audi 72. Então na Volkswagen, Ludwig Kraus continua desenvolvendo seu projeto sem consentimento e seu novo projeto é recebido com entusiasmo nascendo assim o Audi 100, que cai nas graças dos alemães. Após a solicitação da continuação do projeto do novo motor, que possuía um comando de válvulas no cabeçote, com uma construção mais simplificada, porém que apresentava robustez, além de uma compressão intermediária entre o ciclo Otto e o ciclo Diesel.
Gol
Logo após, no período que intermedia os anos de 1986 e 1989, foram oferecidas duas versões que trabalhavam com 1,6 e 1,8 litros de cilindrada, sendo essas as versões AP-600 e a AP-800 respectivamente, e após essas duas versões. Também foi incluída a versão AP-2000 que trabalhava com 2 litros. No brasil, o Volkswagen AP fez presença em diversos carros, sendo conhecidos e reconhecidos atualmente, sendo esses: Apollo, Gol, Logus, Passat, Parati, Polo Classic, Pointer, Quantum, Santana, Santana Quantum, Saveiro, Voyage Van.



